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Estrelas CCA – Pedro Moreira

A nossa rúbrica ”Estrelas CCA” deste mês é dedicada ao pombalense Pedro Moreira que jogou no CCA ainda nas camadas jovens, onde ganhou um título de campeão distrital de Juvenis, e mais tarde nos séniores, onde também conquistou um título de Campeão Distrital.

 

CCA: Como, e através de quem chegaste ao Ansião na época de 95/96?

Pedro Moreira: Esse foi o ano em que me mudei para Pombal. Fui fazer a pré-época nos juvenis do Sporting de Pombal e um jovem treinador de nome Paulo Neves achou que não tinha qualidade suficiente para integrar o plantel daquela equipa. Sugeriu que eu e mais 2 jogadores (Felipe Miranda e João Cabral) fôssemos “emprestados” ao CCA. Aceitei a decisão desse senhor e lá fui gastar as chuteiras para outro campo.

CCA: A adaptação correu bem, ou sentiste alguma dificuldade?

Pedro Moreira: Lembro perfeitamente de no primeiro treino levar umas porradas do meu amigo Carlitos e do André Romero, só para marcarem o território. Foram bem mandadas. A adaptação correu muito bem. Tinhamos uma grande equipa. Muitos dos jogadores daquela equipa acabaram por jogar nos séniores do ansião. O Samuel Moreira, o Teixeira, o Carlitos, o Bajedas ou o Rogério Fazenda, para referir alguns. Fomos campeões distritais e jogámos a final distrital na relva do municipal de Leiria. Um luxo, naquela altura! O treinadorzinho que me dispensou foi fazer um amigável e saiu com 5 batatas no saco. Uma dificuldade que me lembro de ter tido foram as viagens de regresso a pombal no final dos treinos. O sr. Moreira conduzia a carrinha (da qual ainda me lembro do cheiro a óleo) e tinha de distribuir a malta pela serra antes de ir para Pombal. Ainda me lembro de alguns: O Bajedas, o Maurício, o Pedro, o Moço.

CCA: Durante as épocas que estiveste ao serviço do clube, consegues encontrar um momento particularmente marcante?

Pedro Moreira: Em termos desportivos, a época em que voltei ao Ansião(02/03) – pela mão do Paulo Neves – e fomos campeões distritais, foi o momento alto. No entanto, os momentos mais marcantes foram os do balneário, os da Adega ou de qualquer bar da vila de Ansião. Posso-te contar um episódio engraçado. Havia um carro ao serviço do clube que trazia a malta estudante de Coimbra. Houve um dia em que decidimos entrar com esse carro pela portão principal do campo da mata, descemos a rampa e entrámos com o carro na baliza a gritar golo!!! Nesse dia os diretores e o treinador estavam à espera para nos darem um raspanete pelos maus resultados…

CCA: No teu percurso no clube, cruzaste-te com bastantes pessoas. Quais foram aquelas que mais te marcaram?

Pedro Moreira: O CCA teve um importância vital no meu desenvolvimento pessoal e na rede de contactos e amigos que mantenho até hoje. Posso estar anos sem ver aquelas pessoas que quando os vejo é como se tivessem passado uns dias (tirando os cabelos brancos, claro). No entanto, aproveito este veículo para mandar um grande abraço às pessoas que suportavam e eram a cara do clube naquela altura: O Dr. Rui, o Adriano, o Pedro, o Sr. Cunha e o Sr. Jaime. há muitos Há muitos outros que, não fazendo parte da “estrutura”, viviam o clube connosco, os jogadores, e eram também parte da equipa.

CCA: Continuas a seguir o CCA? De que forma?

Pedro Moreira: Infelizmente não acompanho muito de perto o clube. A minha fonte de informação é, basicamente, a página de facebook do clube e dos (ex) jogadores. Deu-me um grande gozo, e sentimento de nostalgia, ver a reportagem do canal Onze. Foi um orgulho ver o grande Jorge a presidir àquele clube, ver o Ricardo Silva que é grande treinador, ver o balneário por dentro e ouvir os jogadores-estudantes a partilhar experiências que não são tão diferentes das de há 15 anos. Aproveito para te agradecer o trabalho que fazes, à distância, para nos manteres a par do que se passa neste grande clube.

CCA: Quais as diferenças entre o CCA de hoje em dia em comparação com o CCA de hà 20 anos atrás?

Pedro Moreira: Há uma grande diferença que não é possível deixar de evidenciar: Campo da Mata. As condições hoje são melhores com o relvado sintético e as infraestruturas disponíveis, mas o campo da mata era mítico. As equipas adversárias sabiam que ali iam passar dificuldades. Aquela espécie de anfiteatro natural era a nossa arena e, de vez em quando, o povo assistia a uns bons espetáculos. Quando passo por Ansião e espreito para lá ainda bate uma saudade e acredito que aconteça o mesmo aos ansienenses que nos acompanhavam.

CCA: Para finalizar, gostarias de deixar um agradecimento a alguém em particular, ou no geral?

Pedro Moreira: Agradecer-te a ti por te lembrares de mim e pelo trabalho valoroso que tens vindo a desenvolver, e agradecer a todos os que partilharam comigo essa fase bonita da minha vida. Deixo um desejo de muito sucesso ao CCA, que está em muito boas mãos.

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