Notícias

Estrelas CCA – Rui Valente

A rúbrica ”Estrelas CCA” deste mês, é dedicada ao avançado ansianense Rui Valente. Pessoa mítica do CCA, foi médio-ala direito da primeira equipa federada de juvenis do clube, tendo por 3 ocasiões diferentes representado o Clube Caçadores de Ansião, num total de 6 épocas.

CCA: O Clube Caçadores de Ansião foi o teu primeiro clube, onde jogaste federado, em 1986/87. Conta-nos como era o futebol juvenil naquela altura.

Rui Valente: Nem se podia chamar de “ futebol juvenil “ era apenas uma equipa de juvenis que juntava 15/16 miúdos com a idade certa para formar uma equipa. Foram dois anos bastante positivos em que nos divertíamos muito. Essa equipa contava apenas com a boa vontade de meia dúzia de pessoas que chegava para não nos faltar nada e sobretudo porque na altura víamos dois ou três pais na bancada e não era o circo que hoje assistimos com os pais a serem agentes, treinadores e donos de todas as verdades e apenas seguíamos as instruções dos nossos diretores e dos nossos treinadores.

CCA: Dez anos depois de começares a tua carreira, voltaste a Ansião, no ano de 1996/97. Quais eram as diferenças que encontraste?

Rui Valente: O clube tinha recomeçado de uma paragem de meia dúzia de anos. Tinha recomeçado há 3 anos com duas subidas consecutivas e tinha chegado á divisão de honra. Havia sem dúvida uma grande força na direção e apoiantes mas a divisão de honra era muito exigente dominada pela zona sul do distrito com super equipas em que cada saída era quase derrota certa. No segundo ano dessa passagem já foi uma época muito positiva em que me assumi pelo primeiro ano como ponta de lança (antes era médio-ala direito) com nota muito positiva com quase 30 golos. Penso que ficámos em quarto lugar e alcançamos a meia final da taça.

CCA: Nos seis anos em que jogaste no Ansião, qual foi o momento que mais te marcou?

Rui Valente: Curiosamente joguei em Ansião no início, no meio e no fim, e é claro que foram completamente distintos. Dos dois anos do início e do meio já foram abordados. Nos dois últimos, aliás um ano e meio porque no meu último ano saí em Dezembro para terminar no ARCUDA por causa da equipa técnica. Nas três passagens pelo clube ficaram amizades até ao dia de hoje mas na terceira passagem além disso tudo ficou uma final da taça, uma final da supertaça e uma subida de divisão.

CCA: No teu percurso no clube, cruzaste-te com bastantes pessoas. Quais foram aquelas que mais te marcaram?

Rui Valente: Não é fácil começar a escrever nomes, não era justo porque a amizade e admiração que tenho por muitos deles continua nos dias de hoje, até porque partilho há dez anos o balneário dos veteranos com uma boa meia dúzia de companheiros dessa altura, e estou á espera de mais alguns nos próximos anos (risos). Certo é, que foram muitas as pessoas que me marcaram positivamente neste clube. Quando olho para trás fica um sorriso na cara por todos os momentos de alegria e camaradagem que passei neste clube.

CCA: Dos seis clubes por onde passaste, qual aquele que mais te marcou e porquê?

Rui Valente: Relativamente á passagem por estes seis clubes o que me apetece salientar e enaltecer é ter passado por todos, por mais do que uma vez, com a exceção do GD Alvaiazere 2 anos seguidos. Estou certo de que é uma forma de valorizar a minha carreira e estar certo de que deixei sempre a porta aberta em todos os clubes onde passei. Em POMBAL fiz dois anos de Júniores e voltei depois para mais dois de séniores na terceira divisão nacional. No CHÃO DE COUCE fiz uma nova inscrição por 4 vezes, no FIGUEIRÓ por 3 vezes, no ARCUDA por duas vezes, e em ANSIÃO por 3 vezes como já referi. Isto sim foi o que mais me marcou e deixou orgulhoso.

CCA: Há 10 anos que deixaste o futebol activo e que jogas nos veteranos. Continuas na mesma a seguir o CCA? De que forma?

Rui Valente: Naturalmente sigo o CCA com interesse por ser o clube da minha terra onde sou nascido e criado há uns anitos. Não estou envolvido no clube diretamente e vejo apenas alguns jogos por época. O facto de ser jogador e diretor do NVC Ansião também não ajuda. Lembro que a equipa de veteranos faz cerca de 27 jogos e percorre mais de o dobro dos kilómetros do que a equipa sénior do CCA, sem contar com o avião (risos).

CCA: Para finalizar, gostarias de deixar um agradecimento a alguém em particular, ou no geral ?

Rui Valente: A tentação tem sido muito grande mas vou continuar a resistir a referir nomes nesta entrevista. Mas faço questão de deixar um sincero agradecimento e gratidão a todos os presidentes, diretores, roupeiros e massagistas que se cruzaram comigo. Porque enquanto em alguma épocas os jogadores recebiam o equivalente a 2 e 3 ordenados mínimos estes homens estavam sempre presentes de uma forma voluntária com toda a entrega, esforço e sacrifício para que não faltasse nada a todas as equipas por onde passei. E claro não posso terminar sem agradecer aos meus professores / treinadores / mentores / amigos, por tudo aquilo que me transmitiram e mandar um forte abraço a todos.

Para terminar só quero dizer que foi um privilégio muito grande percorrer estes 25 anos de federado e estes 10 de veterano. E que só desejo a qualquer miúdo que comece agora a dar uns pontapés que seja tão feliz como eu sou a jogar futebol, que faça tantos amigos e que se cruze com gente com tanto valor e que depois possa dizer : VALEU MESMO A PENA!!

Leave a Reply